As it unfolds, some kind of rebirth, as foreseen, but still bound to awe... Despite having avoided it successfully, it now clings having been sent by you, as if magically, through invisible breath. Your heat perceived, I now am enveloped again in your absence, having occasional confort, as it brings me closer to you, your mind to mine connected, as if further wasn't necessary. That always seemed to be the way you saw us. But, then, I, with my so peculiar need for human grasp, have been left with a virtual touch of your care. I appreciate having been unerasable from your memory, as you've been my comfort all this time... I, then, though filled up with nothingness, couldn't help smiling.
As I reach the doors of myself anew, the physical reflection of a world built by my bare hands, I can clearly see the soon-to-be picture of emptiness surrounding me as I look around this new beginning, starting from scratch, so needy of your face as I'm openly ready again to give in. My defenses lowered, my fears left behind, no experiences to look back on and all ahead of us... Thriving in the joy of being fully sure all my effort has been real and you are worthy of my being utopian, for I have never been as secure as you've made it feel like. All is forgiven, all is past, all before was part of my crawling, all that has brought me closer to this very moment, when I can be sure the grief was necessary. But all is coming to an end.
As I remove the last thorn from my tired foot, I will sleep for one whole year, so as to be woken up by your arrival. Feeling alike, words will be unecessary, since we know each other as we've always known through the centuries. And though it aches now and my sight is quite blurred when it comes to your reality, just a glimpse of me in your eyes has been enough to fire me up and lift me up higher. I'm about to tear apart this demise and it's the end of the line for a world I've forced myself to fit in. All is natural from now on, all is true. And I have, yet, to clean up what's left of this impenetrabe shell. I can see, now, as time is so futile. I'm in charge of time. I'm in charge of my own illusions.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Diacrônico 1
Será que eu deveria ter superado desejos um tanto idealistas? Claro que hoje em dia, encaro meu idealismo um tanto nato de uma maneira mais real. Mas me pego enganando a mim mesmo que não sou mais idealista. Eu busco isso. Resolvi colocar aqui algumas passagens que me espelham, e, mesmo vendo que não foram escritas por mim e isso para mim denota que talvez isso não seja algo a ser superado, porque é característico de pessoas, mesmo assim, eu sinto como se tivesse mais a aprender. Pode ser, então, a próxima lição. Mas a questão é: isso é algo a ser superado? A maioria deveria ser um modelo para mim? Até que ponto minha autenticidade se basta?
My romantic gene is dominant
And it hungers for union
Universal intimacy
All embracing
And it hungers for union
Universal intimacy
All embracing
May I, should I or have I too often
Craved miracles
Craved miracles
Como se tudo o que eu quis, mesmo que simples em palavras, fosse tão irreal a ponto de ser um milagre e isso seria a causa das minhas sempre frustrações. Pelo menos acho que passei da fase de jogar essas frustrações nas minhas costas. Trazer para o biológico a causa do amor me acordou como sendo algo mesmo inevitável, impossível de superar, mas hoje, mesmo sabendo que isso é a raiz de minhas quedas, não é algo do qual eu queira me livrar. Mas, como ter certeza quando eu estiver frente e frente com o que pode realmente valer a pena?
I'm 13 again am I 13 for good?
Essa sim foi uma idade-chave para mim, foi lá que tudo tornou-se mais claro. Devagar, mas aos poucos, tudo foi fazendo mais sentido... Foi ali que comecei a encerrar-me em auto-análise profunda, quando os anos passaram envoltos em auto-críticas, em desespero, em dúvidas, eu estava sozinho e de mãos atadas, as quais eu mesmo atei. Eu me queimei por dentro até tornar a ausência uma parte de mim para que eu me acostumasse com ela e ela fosse uma comigo e eu não mais a sentisse. Naquela época, eu me bastei. Quando abri os olhos, tinha-se passado tanto tempo... Esse imenso vazio eu jamais consegui superar, esse vão que foi eu me conhecer durou o que a minha vida deveria ter feito acontecer. E eu aprenderia assim naturalmente? O que aqueles seis anos de lapidação interna, de burilamento mental, letras a fio, noites em auto-consumo, imaginação profusa de espectros construídos a minha volta na ânsia automática por acalmar-me, o desejo de auto-punição que recentemente emergiu, porém já dominado, o que esses anos significaram de fato? E vencer essa sensação de vazio tem sido mais fácil agora... Mas eu me moldo ainda por essa época, o que eu era com 13 anos ainda está aqui, ressurge em saltos, cobra uma vida que abafei em nome de que? Em nome de descobrir uma forma de domar meus medos... E novamente, depois, eu repeti esse erro, mas de outra forma. Isso me modificou de uma forma que eu não queria, que eu repudiava... Mas, devagar, estou começando a voltar a ser eu mesmo. Eu sei disso. Eu amo o que eu era. Estou começando a amar novamente.
Stars fading, but I linger on, dear,
Still craving your kiss;
I'm longing to linger til dawn, dear,
Just saying this:
Still craving your kiss;
I'm longing to linger til dawn, dear,
Just saying this:
Sweet dreams til sun beams find you,
Sweet dreams that leave our worries behind you;
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me
Sweet dreams that leave our worries behind you;
But in your dreams, whatever they be,
Dream a little dream of me
Parece que é algo que limparia qualquer sofrimento ou daria um sentido a outros sofrimentos. Eu consigo entender quem não consegue desprender-se de um sentimento antigo, ou de um sentimento platônico, mas e quanto a desprender-se de um sentimento embrionário? Algo que urge por tornar-se real, por desenvolver-se? Mas aqui eu voltaria à questão anterior: é algo do qual deve-se desprender-se? Parei de lutar contra isso. Quero apenas sentir autenticamente, sempre racionalizei impulsos, querendo achar a explicação, a rezão, o motivo pelo qual o sentimento brota e, mesmo isso talvez sendo uma vontade oculta, por medo, de deixar que ele de fato brotasse, eu acabei não conseguindo evitar o orgânico, mas, bloqueando o mental, eu impedi o físico e toda a apatia que derivou disso parece ter me congelado ao longo do tempo. Eu consigo enxergar em mim agora um leque de fatos que fazem de mim além de meras palavras depreciativas, as quais afixei tão intimamente em cada célula viva e ainda por nascer. Perdendo a naturalidade com a qual eu raciocinava através de toda a reflexão e todos os fatos conjugados que despertaram em mim uma luz a cada segundo de vida, eu renovei a forma como a minha mente conduz seus pensamentos e perder a essência depressiva na qual é fácil acomodar-se deixou-me leve sem motivo. Estou feliz, então, posso dizer por ter estado sozinho quando me conscientizei do fim de um aparentemente infinito processo. Acho que "fim" não é a palavra mais apropriada... Digamos o fim de uma etapa de um infinito processo, pelo menos infinito até onde posso conceber. Sei que o que eu quero teria me desnorteado a tal ponto que eu confundiria a razão que me fez libertar-me. Eu consegui por mim mesmo e agora sim, estou a caminho de agregar sensações e crescer, não mais usar experiências como muletas para uma salvação mítica.
Eu vou continuar esse post, em um próximo post.
Eu vou continuar esse post, em um próximo post.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Caminhando
Basta que eu conheça alguém e esta pessoa já pertence inteiramente a mim. Basta que eu a veja passar para que seja enclausurada em celas que mantenho para uso em momentos que eu esteja distraído ou vazio. As mutações pelas quais passam inundam o ar com brumas invisíveis das quais apenas pode-se depreender o que elas provocam. Como se fosse feito apenas do que é calmo e frio, abraço essas brumas involuntariamente enquanto convido quem quer que seja a partilhar o que de mais precioso tenho a oferecer em forma de sonhos irrealizáveis, experiências elevadas do desfrute do mais puro sentimento, o cerne das sensações, lapidando um simples toque em uma união físico-mental transcendental, passando pelos contornos da vida unida, mantida separada dentro da união, passando pelo sombreado de dentro dos contornos, caminhando até preenchê-lo por completo.
E não há quem se doa desse encontro cósmico encarcerado. Porém, entrevejo pelas redomas espalhadas num espaço vácuo pequenos rompimentos, mais como buracos, algo fácil de ser conseguido, mas até aqui evitado. A coragem com que se estabelece uma micro-comunicação reticente, o lastro de um impulso embrionário contido por uma gestação secular, a maturação do ímpeto, cuidado pelos dias para que não promova um ataque ao equilíbrio de toda uma estrutura dita vital do cotidiano, talvez o cotidiano em si. O nascimento deste impulso, metamorfoseado no que a mente já tantas vezes concretizou no invisível é temido tanto quanto a felicidade. Ele, assim como ela, paralisar-nos-iam, esvaziar-nos-iam de toda a filosofia que nos conduz ao melhoramento de nós mesmo. E não sempre foi esse nosso intento? Por isso estamos tão afastados. Dourando nossos corpos nestes espinhos que são todas as pessoas, e saindo ilesos, quando assim conseguirmos, saberemos, que estaremos finalmente prontos um para o outro.
Porque uma via crucis encerra-se. E sem seu sentido amargo, como se deixasse rastros de decepção e derrota. Tenho reparado que o suplício é o alvo, conquanto estaríamos afogados em júbilo a princípio, mais tarde abater-se-ia sobre nós uma diferente sequência de calamidades, a qual só faz sentido sofrer junto.
Estranho que eu ainda desconheça quem faria todo o sentido. Mas foi então que eu achei. E não era uma pessoa, era um momento, era uma união de diversos fatores entrecruzados e o mais importante foi que tudo ocorreu exatamente comigo, da maneira como foi, cada passo, cada ausência, cada falha, cada dúvida, cada dor, cada incoerência, cada não, cada sim. O tempo de eu tornar natural o que eu sempre apenas entrevi. Quantos anos eu avancei neste relativamente curto espaço de tempo? Esta pode ter sido a mais importante de todas as lições, mas e agora? Agora eu estou pronto para começar algo. Mas eu não sei ainda o que é.
E não há quem se doa desse encontro cósmico encarcerado. Porém, entrevejo pelas redomas espalhadas num espaço vácuo pequenos rompimentos, mais como buracos, algo fácil de ser conseguido, mas até aqui evitado. A coragem com que se estabelece uma micro-comunicação reticente, o lastro de um impulso embrionário contido por uma gestação secular, a maturação do ímpeto, cuidado pelos dias para que não promova um ataque ao equilíbrio de toda uma estrutura dita vital do cotidiano, talvez o cotidiano em si. O nascimento deste impulso, metamorfoseado no que a mente já tantas vezes concretizou no invisível é temido tanto quanto a felicidade. Ele, assim como ela, paralisar-nos-iam, esvaziar-nos-iam de toda a filosofia que nos conduz ao melhoramento de nós mesmo. E não sempre foi esse nosso intento? Por isso estamos tão afastados. Dourando nossos corpos nestes espinhos que são todas as pessoas, e saindo ilesos, quando assim conseguirmos, saberemos, que estaremos finalmente prontos um para o outro.
Porque uma via crucis encerra-se. E sem seu sentido amargo, como se deixasse rastros de decepção e derrota. Tenho reparado que o suplício é o alvo, conquanto estaríamos afogados em júbilo a princípio, mais tarde abater-se-ia sobre nós uma diferente sequência de calamidades, a qual só faz sentido sofrer junto.
Estranho que eu ainda desconheça quem faria todo o sentido. Mas foi então que eu achei. E não era uma pessoa, era um momento, era uma união de diversos fatores entrecruzados e o mais importante foi que tudo ocorreu exatamente comigo, da maneira como foi, cada passo, cada ausência, cada falha, cada dúvida, cada dor, cada incoerência, cada não, cada sim. O tempo de eu tornar natural o que eu sempre apenas entrevi. Quantos anos eu avancei neste relativamente curto espaço de tempo? Esta pode ter sido a mais importante de todas as lições, mas e agora? Agora eu estou pronto para começar algo. Mas eu não sei ainda o que é.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Metamorfose
Por que não mais olhar aquelas fotos? Se o fizesse sentir-se bem ou mal, não faria mais diferença agora. De tanto tempo que teorizara sobre os mínimos segundos que compunham o caminho até chegar à sua felicidade, agora ele acostumara-se ao deleite de sentir a falta. A falta, miraculosamente ele havia conseguido transformar algo vazio em concreto, palpável, o nada em tangível. Saudações a este pequeno milagre que era em si um atestado, uma prova inegável de que estava pronto para tirar de si a vontade de encontrar-se e, enfim, havendo encontrado prazer em sua companhia, poderia dividí-la. Mas e as fotos?
Ao passar de uma para a próxima, as conversas já não doíam mais e o sofrimento parecia tão longe... Mas estava um pouco descrente que houvesse superado-se, livrando-se do casulo que era em si uma proteção mais do que um receptáculo propenso ao seu desenvolvimento, amadurecimento. Ele continuou, olhos fixos, a tela movendo-se cada vez mais rapidamente por entre as lembranças que despertavam aquele sorriso franco, tão aberto e gentil. Por mais que escondesse os resquícios sentimentais, os pedaços pendurados de um amor embrionário, esquecido há tanto tempo por aquela pessoa, ele sabia, mas nada de concreto havia que o fizesse lembrar, com certeza. Aquela pessoa havia resistido à ânsia de entregar-se a esse amor. Uma vitória, um teste, era isso o que ele havia sido: um teste vencido.
E com as luzes ainda vivas em sua mente, cada feixe que ilustrava o canto de um sorriso ou uma mania marcante de ajustar a face dependendo do que era dito, todos os detalhes concentrados como marcas de um tempo bom. Segundos bons, horas... Ele sempre havia almejado além do que meramente acontece. E eternizar essa beleza, ainda que não fosse o ideal, era o seu ideal. Ele fazia questão, aos poucos, de esquecer-se do peso que acompanhava a lembrança e, fazendo-se além, tratava a saudade como natural. Não sofria mais, não estava mais apático.
Ao perceber-se, cessara a necessidade de abraços e quando sentia-se só, apenas vivia e lembrava do tempo feliz que passava sem pensar na necessidade. Por que realmente precisar de outra pessoa? Se estivesse isolado do universo faria alguma diferença? Sentia, talvez, o peso da pressão que ele mesmo absorvera, a pressão que o mundo gerava de todos os cantos, nas mais diferentes formas. Não sabia para onde iria, guiado por uma força maior do que a sua compreensão. Entregando-se ao prazer de si mesmo, sentia a felicidade partida ao absorver-se em êxtase. Quando foi que o sensível tornara-se tão palpável. Observava no vento o carinho de uma vida leve, um caminhar alheio aos perigos de se estar vivo e conseguia ver a beleza das pessoas e o peso de suas, muitas vezes, duras palavras.
Havia cavado por dentro da poeira de sua própria decepção e vulnerabilidade, impregnando-se com esses microscópicos flocos de desânimo e resiliência. Era o que sempre almejara ser, ou, pelo menos, começava a caminhar para o que achou somente possível a partir de um simulacro. Mas não. Enquanto pretendia fingir, nada brotou, mas naturalmente... Ele apenas sabia ser natural e sendo ele mesmo, conseguia ser alguém diferente. Não sabia se era esse quem ele sempre fora ou se realmente havia se transformado. E transformar-se não é ser ele mesmo? Nossa essência nos guia para a mudança, e não estava satisfeito, porém, descansara. Ele, que nunca achara possível dormir sozinho, agora cochilava e a energia de um dia inteiro a frente pulsava.
Agora sim, estava pronto.
Ao passar de uma para a próxima, as conversas já não doíam mais e o sofrimento parecia tão longe... Mas estava um pouco descrente que houvesse superado-se, livrando-se do casulo que era em si uma proteção mais do que um receptáculo propenso ao seu desenvolvimento, amadurecimento. Ele continuou, olhos fixos, a tela movendo-se cada vez mais rapidamente por entre as lembranças que despertavam aquele sorriso franco, tão aberto e gentil. Por mais que escondesse os resquícios sentimentais, os pedaços pendurados de um amor embrionário, esquecido há tanto tempo por aquela pessoa, ele sabia, mas nada de concreto havia que o fizesse lembrar, com certeza. Aquela pessoa havia resistido à ânsia de entregar-se a esse amor. Uma vitória, um teste, era isso o que ele havia sido: um teste vencido.
E com as luzes ainda vivas em sua mente, cada feixe que ilustrava o canto de um sorriso ou uma mania marcante de ajustar a face dependendo do que era dito, todos os detalhes concentrados como marcas de um tempo bom. Segundos bons, horas... Ele sempre havia almejado além do que meramente acontece. E eternizar essa beleza, ainda que não fosse o ideal, era o seu ideal. Ele fazia questão, aos poucos, de esquecer-se do peso que acompanhava a lembrança e, fazendo-se além, tratava a saudade como natural. Não sofria mais, não estava mais apático.
Ao perceber-se, cessara a necessidade de abraços e quando sentia-se só, apenas vivia e lembrava do tempo feliz que passava sem pensar na necessidade. Por que realmente precisar de outra pessoa? Se estivesse isolado do universo faria alguma diferença? Sentia, talvez, o peso da pressão que ele mesmo absorvera, a pressão que o mundo gerava de todos os cantos, nas mais diferentes formas. Não sabia para onde iria, guiado por uma força maior do que a sua compreensão. Entregando-se ao prazer de si mesmo, sentia a felicidade partida ao absorver-se em êxtase. Quando foi que o sensível tornara-se tão palpável. Observava no vento o carinho de uma vida leve, um caminhar alheio aos perigos de se estar vivo e conseguia ver a beleza das pessoas e o peso de suas, muitas vezes, duras palavras.
Havia cavado por dentro da poeira de sua própria decepção e vulnerabilidade, impregnando-se com esses microscópicos flocos de desânimo e resiliência. Era o que sempre almejara ser, ou, pelo menos, começava a caminhar para o que achou somente possível a partir de um simulacro. Mas não. Enquanto pretendia fingir, nada brotou, mas naturalmente... Ele apenas sabia ser natural e sendo ele mesmo, conseguia ser alguém diferente. Não sabia se era esse quem ele sempre fora ou se realmente havia se transformado. E transformar-se não é ser ele mesmo? Nossa essência nos guia para a mudança, e não estava satisfeito, porém, descansara. Ele, que nunca achara possível dormir sozinho, agora cochilava e a energia de um dia inteiro a frente pulsava.
Agora sim, estava pronto.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Nascimento
Debalde rechacei meus constituintes primários, em obséquio de metamorfosear-me, como passara decênios desejando. A imagem esculpida mentalmente, perfilada à frente das qualidades idealizadas traduzidas por minha naturalidade milimetricamente intencionada...
Uma mudança.
A fantasia me alimenta e nela eu vivo a realidade imaculada. A real realidade. Eu sou o alimento do qual provo para me sustentar em vivacidade. Estou feliz por amar a mim mais agora que entendo ser o que eu queria sempre ter sido, o que sempre fui. Provando desta fração do passado, que me fiz perder, corroboro toda a minha opinião sobre o universo que estava sendo posto em questão. Eu estava certo sobre mim mesmo e assim os dilemas se dissipam. Não houve perda naqueles tempos longínquos. Houve apenas o que há ainda hoje. E eu amo que seja assim. Que eu seja assim.
Arrancar espinhos da pele recém-curada, as manchas inevitáveis de sangue sofrido não mais me fazem pesar. Eu abracei a dúvida, meus questionamentos surtiram em resposta, a observação e o silêncio me guiando e eu estou pronto. Pronto para meditar por séculos a fio até que chegue à presença do que sempre acho haver já encontrado. A sensação indescritível ainda não me motivou a me regozijar com a ausência de palavras para descrevê-la.
Então, é desconhecida.
O que eu sempre quis foi a ausência do nome. Foi o irrespaldável, o etéreo, místico, poeira sobrenatural de sentimentos. Resgatando-me de minha própria invalidez, eu me concentro prazerosamente em analisar minhas ações, meu ser guiado pela sinceridade do que sinto e na certeza de como eu sinto. O mais importante para mim, e todos me ajudaram, todos me ajudaram. Pisar na ferida aberta fez com que eu chegasse ao abismo de mim mesmo.
E de lá escalar.
Uma mudança.
A fantasia me alimenta e nela eu vivo a realidade imaculada. A real realidade. Eu sou o alimento do qual provo para me sustentar em vivacidade. Estou feliz por amar a mim mais agora que entendo ser o que eu queria sempre ter sido, o que sempre fui. Provando desta fração do passado, que me fiz perder, corroboro toda a minha opinião sobre o universo que estava sendo posto em questão. Eu estava certo sobre mim mesmo e assim os dilemas se dissipam. Não houve perda naqueles tempos longínquos. Houve apenas o que há ainda hoje. E eu amo que seja assim. Que eu seja assim.
Arrancar espinhos da pele recém-curada, as manchas inevitáveis de sangue sofrido não mais me fazem pesar. Eu abracei a dúvida, meus questionamentos surtiram em resposta, a observação e o silêncio me guiando e eu estou pronto. Pronto para meditar por séculos a fio até que chegue à presença do que sempre acho haver já encontrado. A sensação indescritível ainda não me motivou a me regozijar com a ausência de palavras para descrevê-la.
Então, é desconhecida.
O que eu sempre quis foi a ausência do nome. Foi o irrespaldável, o etéreo, místico, poeira sobrenatural de sentimentos. Resgatando-me de minha própria invalidez, eu me concentro prazerosamente em analisar minhas ações, meu ser guiado pela sinceridade do que sinto e na certeza de como eu sinto. O mais importante para mim, e todos me ajudaram, todos me ajudaram. Pisar na ferida aberta fez com que eu chegasse ao abismo de mim mesmo.
E de lá escalar.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Desconhecido
Qualquer tremor é o catalisador da agitação de átomos, almejando desordená-los, fundidos estão, como que aglutinados. A estrutura molecular, oriunda de remotíssimo empirismo, encerra uma personalidade sobre a qual apenas se sabe vislumbres, a centelha que a anima é o que se procura descobrir, com o nome sentido da vida. O meu sentido da vida. E para cada um tal qual o seja.
E não estou ao ponto de lançar-me pela fenda cataclismaticamente gerada. Mas as lacunas que me formam são a prova da ausência como construtiva, pode-se fazer um tudo com nada. Reticente, como era de se esperar, os geradores de dores agudas, porém afáveis, como salvadores erguem as mãos, um castigo especificamente formatado aos infiéis. Nunca fui fiel a mim, e foi tão fácil ser leviano.
Reencontra-me assim, anos depois, uma coisa disformemente deslumbrante, quanta beleza na emoção de abraçar o passado desta forma, cada vez sou menos feito de átomos e mais de coisas que não têm nome, não nomear exime a responsabilidade e aumenta a coragem, no criadouro de engrenagens cegas, uma fábrica de carne e osso trabalha sem férias para que o mundo seja perfeito. Estou atrasado para ser o próximo produto final, desde quando eu saí do projeto? Quando me foi dada essa coisa de estar acordado e dormindo voluntariamente?
Como estou vazio em todos os sentidos. Como se a processar-me novamente, cada pelo de meu corpo é um arcabouço de vida, coletando milhões de impulsos a cada segundo, no fluxo do pensamento, a cada olhar esbarrado, cada auto-reprovação e quando mínimos medos são vencidos. O que se faz para amar ignomínias? Está além de mim provar-me o quão maior posso ser e, no entanto, por vezes é obviamente natural a infantilidade desses opróbrios. A questão, em .epifania, se desdobra, humilhada pela carência de mistérios, ela se relaxa e adormece e eu a vejo clara e banal. E toda a árvore. Seus galhos contam a história e eu tenho tudo na minha memória e é uma pena reler. A riqueza de detalhes suporta todas a aparente insensatez atirada, como que bela, como que madura, como que plausível, como que natural, como que inocente, como que coerente, como que coesa, como que inofensiva.
Desta vez, haja um pingo de sangue aguado no chão e eu o restituirei a quem o derramou, certo que meus olhos continuam imaculados. Um tiro celeste vindo das profundezas da Terra agora soa como um sopro de vida, eu provo a vida que me energiza e ocupa os espaços vazios, continuando eles, porém, vazios e os quero assim. Quero-os engrandecendo-me, buracos que me ausentam de tudo o que achava e achavam sobre mim mesmo. Eu sou infinitos a cada pessoa que passa por mim e não sou nenhum deles com os quais elas compararam. Anos depois, eu quererei encontrar-me como agora e abraçá-lo pelo impávido que foi, algo que eu jamais conseguirei repetir. E não por apenas um momento, mas os inconstantes percursos, inimagináveis e complexos... Nada mais que verdades derramadas, como um selo, como um diploma. Eu jamais errei na minha vida. Se errar era estar no mesmo lugar. E quando eu me reverter em pó? Quando direi para isso tudo o que ficou o quanto eu não me arrependi, o quanto eu sempre soube, a cada instante que estava sendo a base de mim mesmo. Desconhecido.
E não estou ao ponto de lançar-me pela fenda cataclismaticamente gerada. Mas as lacunas que me formam são a prova da ausência como construtiva, pode-se fazer um tudo com nada. Reticente, como era de se esperar, os geradores de dores agudas, porém afáveis, como salvadores erguem as mãos, um castigo especificamente formatado aos infiéis. Nunca fui fiel a mim, e foi tão fácil ser leviano.
Reencontra-me assim, anos depois, uma coisa disformemente deslumbrante, quanta beleza na emoção de abraçar o passado desta forma, cada vez sou menos feito de átomos e mais de coisas que não têm nome, não nomear exime a responsabilidade e aumenta a coragem, no criadouro de engrenagens cegas, uma fábrica de carne e osso trabalha sem férias para que o mundo seja perfeito. Estou atrasado para ser o próximo produto final, desde quando eu saí do projeto? Quando me foi dada essa coisa de estar acordado e dormindo voluntariamente?
Como estou vazio em todos os sentidos. Como se a processar-me novamente, cada pelo de meu corpo é um arcabouço de vida, coletando milhões de impulsos a cada segundo, no fluxo do pensamento, a cada olhar esbarrado, cada auto-reprovação e quando mínimos medos são vencidos. O que se faz para amar ignomínias? Está além de mim provar-me o quão maior posso ser e, no entanto, por vezes é obviamente natural a infantilidade desses opróbrios. A questão, em .epifania, se desdobra, humilhada pela carência de mistérios, ela se relaxa e adormece e eu a vejo clara e banal. E toda a árvore. Seus galhos contam a história e eu tenho tudo na minha memória e é uma pena reler. A riqueza de detalhes suporta todas a aparente insensatez atirada, como que bela, como que madura, como que plausível, como que natural, como que inocente, como que coerente, como que coesa, como que inofensiva.
Desta vez, haja um pingo de sangue aguado no chão e eu o restituirei a quem o derramou, certo que meus olhos continuam imaculados. Um tiro celeste vindo das profundezas da Terra agora soa como um sopro de vida, eu provo a vida que me energiza e ocupa os espaços vazios, continuando eles, porém, vazios e os quero assim. Quero-os engrandecendo-me, buracos que me ausentam de tudo o que achava e achavam sobre mim mesmo. Eu sou infinitos a cada pessoa que passa por mim e não sou nenhum deles com os quais elas compararam. Anos depois, eu quererei encontrar-me como agora e abraçá-lo pelo impávido que foi, algo que eu jamais conseguirei repetir. E não por apenas um momento, mas os inconstantes percursos, inimagináveis e complexos... Nada mais que verdades derramadas, como um selo, como um diploma. Eu jamais errei na minha vida. Se errar era estar no mesmo lugar. E quando eu me reverter em pó? Quando direi para isso tudo o que ficou o quanto eu não me arrependi, o quanto eu sempre soube, a cada instante que estava sendo a base de mim mesmo. Desconhecido.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Desvio
E quanto tempo se passou desde que sentamos e pudermos rir de verdade sem planejar a próxima fala e sem esperar o que quer quer fosse ser dito. Quando pudemos, pela última vez, sermos nós mesmos sem saber que estávamos sendo autênticos, fazendo algo muito diferente do que sempre é feito? Eu consigo enxergar o através de qualquer atitude, q não-abnegação por detrás de todos os modos, inconscientemente dissimulados, jorrando o patético de ações pela metade. Pouquíssimas vezes o que estava entre meus dedos realmente era um pedaço de pele desgarrada a força por unhas fomentadas pelo desespero de servir. E esse pedaço de pele, enfiado pela minha ferida, curando uma parte invisível do meu sofrimento repetitivo, essa pele agora também faz parte de mim e sendo uma pele minha, passou-se a ser eu também quem eu amo e assim se constitui o amor. O amor não sou eu sozinho.
Mas não me deixe descobrir que era tudo feito de vidro oco como não há diferente forma de ser. A ilusão com a qual me revisto sempre é mais espessa do que meus olhos conseguem alcançar. Eu danço com sombras criadas por mim mesmo, são reais projeções de como o vejo, o mundo inteiro, concentrado em minhas mãos e eu leio tudo o que é dito, todos os milimétricos movimentos não passam despercebidos. tantos anos que esperei sentando debaixo da neve dos meus sentimentos aguçaram meus olhos e enrijeceram meu julgamento. Eu consigo ver o que acontece do outro lado do planeta e entendo perfeitamente. A consciência que me foi entalada, tão procurada outrora, já está enraizada em mim como eu jamais pude supor. Meu regozijo está em não ter ao lado o que eu mais queria. O ciclo infinito.
Para, então, que se fecha a recorrência de agir conforme a consciência, eu descobri não deter poderio sobre o bem. Este, ao invés disso, se desdobra e é manipulado por mãos descuidadas em suposto benefício próprio ao custo do auto-sacrifício comedido ou explícito. Uma felicidade camuflada sobre a qual não é permitido jogar pedras, uma que, frágil, desabaria sem qualquer reação. E é tão frustrante não caber a mim que o melhor seja feito em qualquer circunstância, posto que me abstenho, então, de qualquer intervenção, finda o propósito da existência de qualquer troca e seca, assim, o canal. Outrora abundante, comigo a intensidade parece sempre ser inversamente proporcional ao tempo de duração do jorrar das águas. Eu me cansei por diversas vezes e a dor nas costas que sinto se intensifica a cada dia. Preciso dormir.
Pode ser que eu tenha queimado energias de uma vida inteira. Mas estou mais do meu lado agora. Sacrificando o que eu mesmo quero para que eu mesmo fique bem, em uma vontade de controlar a mim mesmo que me torturo infinitamente, agora tentando me reeducar. Eu sou meu mestre e algoz, mas sujeitando-me a duras punições, eu agora, depois de tanto tempo, tento apaziguar-me comigo mesmo e ser além de apenas eu, mas comprometido comigo, quero mudar e estar em paz. Ainda que assim eu precise me privar mais um pouco, ser cruel comigo mais um pouco, destruir a rebeldia em mim mais um pouco. Eu sempre soube o que sou. Eu sempre prezei pela minha autenticidade. Um orgulho para mim.
Mas não me deixe descobrir que era tudo feito de vidro oco como não há diferente forma de ser. A ilusão com a qual me revisto sempre é mais espessa do que meus olhos conseguem alcançar. Eu danço com sombras criadas por mim mesmo, são reais projeções de como o vejo, o mundo inteiro, concentrado em minhas mãos e eu leio tudo o que é dito, todos os milimétricos movimentos não passam despercebidos. tantos anos que esperei sentando debaixo da neve dos meus sentimentos aguçaram meus olhos e enrijeceram meu julgamento. Eu consigo ver o que acontece do outro lado do planeta e entendo perfeitamente. A consciência que me foi entalada, tão procurada outrora, já está enraizada em mim como eu jamais pude supor. Meu regozijo está em não ter ao lado o que eu mais queria. O ciclo infinito.
Para, então, que se fecha a recorrência de agir conforme a consciência, eu descobri não deter poderio sobre o bem. Este, ao invés disso, se desdobra e é manipulado por mãos descuidadas em suposto benefício próprio ao custo do auto-sacrifício comedido ou explícito. Uma felicidade camuflada sobre a qual não é permitido jogar pedras, uma que, frágil, desabaria sem qualquer reação. E é tão frustrante não caber a mim que o melhor seja feito em qualquer circunstância, posto que me abstenho, então, de qualquer intervenção, finda o propósito da existência de qualquer troca e seca, assim, o canal. Outrora abundante, comigo a intensidade parece sempre ser inversamente proporcional ao tempo de duração do jorrar das águas. Eu me cansei por diversas vezes e a dor nas costas que sinto se intensifica a cada dia. Preciso dormir.
Pode ser que eu tenha queimado energias de uma vida inteira. Mas estou mais do meu lado agora. Sacrificando o que eu mesmo quero para que eu mesmo fique bem, em uma vontade de controlar a mim mesmo que me torturo infinitamente, agora tentando me reeducar. Eu sou meu mestre e algoz, mas sujeitando-me a duras punições, eu agora, depois de tanto tempo, tento apaziguar-me comigo mesmo e ser além de apenas eu, mas comprometido comigo, quero mudar e estar em paz. Ainda que assim eu precise me privar mais um pouco, ser cruel comigo mais um pouco, destruir a rebeldia em mim mais um pouco. Eu sempre soube o que sou. Eu sempre prezei pela minha autenticidade. Um orgulho para mim.
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